Collection: Natasha Faria

’ O CASAMENTO COM O PAPEL”,  uma história de amor que iniciou em 1995.

  Em Setembro de 2020 completei 25 anos deste meu casamento com o papel-machê. Acredito que todo o artista quando escolhe uma técnica é porque se identifica com ela, passando a apaixonar-se pela mesma e a amar o que faz; é uma espécie de relação simbiótica entre técnica e impulso criativo pessoal. O processo pessoal que a técnica me proporciona inicia-se no momento de partida de qualquer criação, a ilusão do nada, o vazio, afinal que significado tem um monte de papel velho destinado ao lixo? Para mim este processo inicial é muito relevante, e preparar a matéria prima desde a raiz é muito simbólico e tem a ver com todos nós, como dar à vida o significado que ela merece, valorizando o processo, ressignificando tudo o que não serve mais, sem descartar nada; é dada a real importância ao sentido da palavra reciclar. É este processo que possibilita que o lixo vire arte; este ato de amor e dedicação é para mim uma grande metáfora da vida quotidiana. Para possibilitar que aquilo que se torna arte no depois, é preciso fazer sentido primeiramente a mim para depois trazer o sentir ao outro. Este é meu objetivo.

  Sou alguém que busco não só a forma como o resultado da transformacão da matéria. Vivemos em constante transformação, e na natureza nada deve ser desprezado; fazemos parte do todo, a matéria prima que transformo, o papel que reciclo merece respeito, pois este um dia foi uma semente e depois uma árvore, e consequentemente serviu a alguém até ser descartado; vivemos num  mundo onde tudo é descartado.  Neste ciclo de morte e vida encontro-me com a arte, reciclo-me e transformo-me em conjunto com cada obra e objeto que crio. Quando um objeto ganha forma e cores, o resultado final  é tal e qual a metamorfose da borboleta  quando está pronta para alcançar seu vôo e comunicar-se novamente com o mundo.  A arte toma o corpo de fala, e fala pelos olhos, pelas mãos, pelo coração, e por todos os sentidos ao outro. 

 Falo com minhas criações, com meus bonecos, como se fossem meus filhos, pequenas partes impressas de mim que seguem para o mundo, carregando sempre um sentimento, um recado escondido, uma intenção; quando partilho uma intenção ou uma reflexão, ela deixa de ser exclusivamente particular para se tornar verdadeiramente importante.

Natasha Faria- artista Plástica Brasileira - São Paulo 1971).

 

Residente em Portugal há cinco anos, trabalha em seu Estúdio e Atelier na Vila de Óbidos, localizado na Porta da Vila/ Loja Identidade/Espaço Ó, desde 2016, realizando projetos pontuais também em seu Estúdio e Atelier na cidade de Campinas/Brasil.

 O trabalho da artista autodidata consiste em esculturas tridimensionais com temas e dimensões variadas, telas e bonecos compõem um universo  imaginário único, criativo e provocativo; atravessando o tempo as suas criações ora nos remetem ao passado, ora ao futuro contemporâneo.

Neste passeio atemporal entre formas e cores, nascem obras exclusivas que seguem ganhando vida e  histórias através das mãos da artista. 

 Em seu currículo, realizou exposições, formações, projetos cenográficos,intervenções, com algumas premiações, dedicou-se à realização de muitos projetos sociais, e tem um projeto dedicado a infância. O seu atelier, em 2009, foi reconhecido e premiado como Ponto de Cultura, através do  Ministério da Cultura do Brasil.

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